quarta-feira, janeiro 12

Acabei de voltar e há tanto há dizer...

Não sobre o dia, ou sobre você. É mais sobre as cores belas
e as casas amarelas que pelo caminho fui encontrando. É mais
sobre as ruas floridas e as mulheres vestidas com a alma lavada.
É mais sobre aquele sorvete, cheio de enfeite que o menino vinha tomando.


[Por Vicky Fechine em 2010]

terça-feira, janeiro 4

Pride and Prejudice

Dear Darcy,

I can’t belive that you are really in love with Miss Elizabeth Bennet. I hope that this is just a mistake. It’s a BIG mistake you marry to her. Or because she doesn’t deserve you or because Miss Elizabeth has no position in society and no money.
Your mother and I planed your marriage with my daughter, Anne de Bourgh, a long time ago. So you cannot simply to change the plans and marry to Miss Bennet!
I’m so shocked with your attitude, Darcy. I have never imagined that you could be so stupid. Did you forget al the education you had? And what about your values?


 
Bennet’s family is noisy and rude. You’re a foolish man to marry one of them! You could be a powerful man, Darcy. You just need to marry my daughter, then I’ll give you my support.
Now what I have to say to you is only this: or you still with Ellizabeth Bennet and have a needy life, or you marry to my daughter and have a full life of accomplishments.
The choice is yours.

Yours very sincerely,
Catherine

(por Vicky Fechine em 20/05/2007)

domingo, outubro 17

E se ela só decora o seu papel?

"Olha,Será que ela é moça? Será que ela é triste? Será que é o contrário? Será que é pintura o rosto da atriz? Se ela dança no sétimo céu? Se ela acredita que é outro país? E se ela só decora o seu papel? E se eu pudesse entrar na sua vida? Olha,Será que é de louça?Será que é de éter? Será que é loucura? Será que é cenário a casa da atriz? Se ela mora num arranha-céu? E se as paredes são feitas de giz? E se ela chora num quarto de hotel? E se eu pudesse entrar na sua vida? Sim, me leva para sempre, Beatriz. Me ensina a não andar com os pés no chão. Para sempre é sempre por um triz. Ah, diz quantos desastres tem na minha mão. Diz se é perigoso a gente ser feliz. Olha, Será que é uma estrela? Será que é mentira?Será que é comédia? Será que é divina a vida da atriz? Se ela um dia despencar do céu? E se os pagantes exigirem bis? E se um arcanjo passar o chapéu? E se eu pudesse entrar na sua vida. . . ♫"

quarta-feira, outubro 6

Dois Anos da Vida de Bia

Ontem foi um dia obscuro, Beatriz, minha melhor amiga, viveu o pior dia da sua vida...

Há uns dois anos encontrei Beatriz no ponto do ônibus, ela estava sentada ao meu lado. Sempre foi uma garota bonita, meiga, doce e muito amiga. Desde o dia em que eu a vi nós pegamos o mesmo ônibus.

Um dia Bia falou algo comigo, não ouvi direito o quê, dei um sorriso que foi correspondido e voltei a ouvir música. O ônibus chegou, entramos. Beatriz se sentou ao meu lado. Tirei os fones de ouvido e cumprimentei-a. Desde então passamos a sentar juntas e conversar todo dia. Dentro de pouco tempo nos tornamos melhores amigas. Ríamos juntas, trocávamos segredos e até brigávamos por besteira. Tudo era perfeito!

Tínhamos mais duas amigas: Mary e Anne, super legais também. Fazíamos tudo juntas. Num domingo enquanto conversávamos num barzinho, Anne nos falou de uma viagem que ia rolar no meio do ano. Aceitamos de cara, aquela viagem entraria para a história.

Chegado o meio do ano, as malas prontas, nós ansiosas. Fomos todas bem cedo para o aeroporto. Não demorou para que, no avião,começássemos a cantar músicas divertidas de viagem e, não muito rápido, após várias tentativas sem sucesso de dormir, chegamos com toda energia ao nosso destino. Era lindo, perfeito! Drew, Bia, Mary e Anne: quatro amigas conhecendo Nova Iorque, que viagem!Realmente marcou nossas vidas e reforçou nossa amizade.

A viagem foi maravilhosa, indescritível, mas depois de três semanas já era hora de voltar. No caminho de volta o que predominava era um clima de saudade e choro que não acabava mais. De início todas chorávamos por causa da saudade daquela cidade hilária que tínhamos deixado pra trás, porém logo o motivo do choro de duas de nós havia mudado de rumo. Agora eu chorava por causa de Alberto, um garoto que havia viajado com a gente, enquanto Bia chorava por causa de um segredo que havia lembrado. Segredo que só ela sabia.

Ficamos todas preocupadas. A Bi chorava como se alguém tivesse morrido, sabíamos que era muito grave, mas ela não queria dizer. Deitou-se no meu colo e começou a falar desesperadamente: “não posso falar, não posso”. Logo parei de chorar. Momentaneamente esqueci aquele garoto; percebia-se que o problema da minha amiga era muito maior que o meu.

Ela pediu que parássemos de perguntar o motivo e, quando ninguém estava olhando, Beatriz sussurrou que me contaria depois, já que não conseguiria me falar naquele momento, a menos que eu tivesse um papel e uma caneta, o que não era o caso. Então eu disse que assim que chegasse em casa eu ligaria para ela. E foi o que fiz. Em casa ela ainda estava chorando, então perguntei mais uma vez o motivo, foi quando ela disse que estava apaixonada por alguém que não deveria. Não disse o nome, só pediu para eu adivinhar, pois não conseguiria falar. Perguntei se era o meu irmão, ela disse que não e só depois de muitas tentativas, descobri.

Perguntei novamente por que ela estava chorando, não via problema em ela estar apaixonada há dois anos e meio pela Jenna, garota que saía com a gente ás vezes. Mas ela continuou chorando e disse que estava errado, não por ela, mas pelos outros, afinal ninguém aceita esse tipo de coisa hoje em dia. Conversamos por um bom tempo no telefone até ela parar de chorar. Algum tempo depois resolvemos contar o segredo para a Anne e depois para a Mary. Ambas reagiram da mesma forma que eu. De algum jeito descobrimos que a Jenna também gostava da Bia. Ela tentava disfarçar, mas logo percebemos.

Já faz alguns meses que fomos lá pra casa e bolamos um pano para a Bia ficar com a Jen. A Mary conversaria com a Jenna e saberia se ela gostava mesmo da Bi, depois todas sairíamos untas e daria tudo certo. E realmente deu. Saímos para a praia e nos divertimos muito! Agora a Beatriz ta namorando com a Jen e elas estão super felizes! Mas tinha outro problema. As pessoas estavam começando a desconfiar e elas não queriam mais esconder aquilo.

Há ua semana fomos a um almoço na casa da Bib para decidir o que faríamos sobre isso e enumeramos as possibilidades:
* Poderíamos contar logo para todos;
* Poderíamos esconder para sempre;
* Poderíamos deixar tudo como estava e ir contando aos poucos.

Pensamos mais um pouco e analisamos as opções:
* A primeira opção destruiria a vida das garotas, já que seriam discriminadas para o resto da vida, o que fecharia muitas portas para elas.
* As duas últimas trariam infelicidade para as duas e não as deixaria à vontade, e imagina só o que iria acontecer quando descobrissem...

Finalmente decidimos. Optamos por uma quarta solução: as meninas já estavam bem grandinhas e sabiam o que queriam da vida. Iriam morar em Nova Iorque. Aquela cidade que tinham deixado pra trás e que fora tão importante para a vida das quatro amigas e, também, o início de toda essa história.

Não foi muito fácil decidir isso. O casal teria que dar explicações para as suas famílias e amigos, emprego e faculdade... Além de ter que refazer toda a vida nos Estados Unidos, o que poderia dar errado. Mas já estava decidido e elas estavam dispostas a enfrentar os desafios.

Ontem a Beatriz e a Jen marcaram um jantar com as famílias e amigos mais próximos e contaram tudo isso para eles. Não foi fácil. Muitos tiveram reações horríveis e elas sofreram muito com isso, mas tudo já está se resolvendo.

Hoje quase todas as pessoas que se encontravam na reunião das meninas ontem vieram ao aeroporto e desejaram muita sorte para ambas. Após as despedidas, Bia e Jenna entraram no portão de embarque bastante ansiosas. O que elas não esperavam encontrar era uma surpresinha pouco antes de entrarem no avião. Eu, a Mary, a Anne e a Reigan, outra grande amiga da gente, aparecemos perto da entrada do avião. Resolvemos morar na Big Apple com elas. Tínhamos uma banda faz algum tempo, decidimos refazê-la para sobreviver na capital do mundo.

Agora estamos no avião, no meio da viagem. Ainda está um pouco longe do nosso destino, mas estamos muito empolgadas. Já ligamos para uma gravadora que está apostando tudo na nossa banda. Ainda temos que ensaiar bastante, mas, pelo visto, vai dar tudo certo.

terça-feira, setembro 28

Pescador

Óia o pescador, o pescador
Óia um grande amor, um grande amor
Veio de longe a seguir o vento
Busca um amor, um bom sentimento
Soube que por aqui por essas bandas
Há uma moça bonita que dança e encanta

O pescador, o pescador era bonito
Menino forte e sincero com sede de lua
Ouve a canção, pescador
Saiba que o seu grande amor não será Juliana


Juliana é moça bonita, mas tem um mistério
Nunca houve na praça um rapaz pra ter seu coração
Juliana de moço não gosta nem nunca gostou
Carrega com ela o arco-íris e segue um beija-flor
Ele dita pra ela das frases as mais belas
E ela, sem ter nem porque, as recita pra nós

Esse é o grande mistério de Juliana
Apaixonada pelo seu beija-flor
Vive dançando uma canção de amor
Até que conhece uma outra garota
A quem aprende a amar de verdade
Despedaçando os sentimentos do pescador apaixonado


O pescador, o pescador tão deprimido
Ficou tão fraco e desiludido
Se tivesse escutado a canção, pescador
Saberia que o seu grande amor não seria Juliana

quarta-feira, setembro 15

Se vc quer o arco-íris, tem que enfrentar a tempestade ;)

No início vc não entende muito bem oq está acontecendo. É tão estranho, diferente de tudo oq vc já sentiu. Depois de um tempo vc descobre... É aí que seu mundo cai. Tudo oq vc sente é exatamente o contrário do que deveria sentir. Então vem o medo, a raiva e as mil e uma perguntas. Medo do que vão pensar, de contar pra alguém, das reações e de desvendar esse mundo novo. Raiva de ser assim, de entre tantos milhões de pessoas vc ser a tal ¬¬'. E as perguntas, bem... melhor nem falar nelas, mas a principal, sem dúvidas, seria: PQ EU?

Numa segunda fase aquilo se torna tão forte que vc começa a tentar se abrir pra o mundo. Afinal, chega um momento que aquilo simplesmente escapa de dentro de vc, sem ao menos pedir licença. Vc não sabe se é bom ou ruim, apenas que está acontecendo e que não vai parar. De uma forma mágica, as pessoas mais próximas começam a perceber. Sim, essa é a fase da tempestade, o verdadeiro todos-contra-um. Oq fazer? Ter certeza do que quer e do que é capaz de fazer pra conseguir. Se for capaz de tudo, se prepare pra um graaande tempestade, como nunca antes viu.

Finalmente é chegada a terceira fase. As nuvens cinzas vão saindo do céu e vc começa a ver o arco-íris. E como valeu apena... *______* Talvez tenha tido algumas batalhas desnecessárias ou pelos motivos errados e concerteza vc fez coisas que hj percebeu que haveria uma forma melhor, mas é como dizem: os fins justificam os meios. Vc passa a viver algo tão bom que nada mais importa, toda a tempestade não passa de uma lembraça, pra a vida toda, da sua coragem e persistência, da sua força. É algo que vc sempre vai lembrar num momento de dificuldade e isso vai te dar força sempre. As pessoas passam a te respeitar e te aceitar como é. Vc conquista tudo oq achava ter perdido pra sempre e até mais, muito mais. É como se vc pudesse fazer tudo, é quase como ser dona do mundo (tá bem, nem tanto, mas o sentimento é o memso, rsrs). É a melhor coisa da sua vida, seja pelo sentimento ou pela conquista. E no ápice disso tudo, é tudo tão normal pra vc, vc sente tanto orgulho daquilo, de quem é... Pois é, no final do arco-íris realmente tem um pote de ouro!! ^^

Se no início de tudo te perguntassem oq vc gostaria de mudar na sua vida, a resposta imediata seria: não ser assim. Mas no final, como que por ironia do destino, EU RESPONDO: EU NÃO MUDARIA NADA EM MIM!



(Façam o favor de não banalizar o homossexualismo ¬¬ E sim, esse recado é pra os gays mesmo. Gay não é um palhaço ou uma fantasia extravagante - afetados - é um ser humano como os outros. Sua opção sexual não tem nada haver com sua personalidade, ok? Tenham dignidade!)

quinta-feira, setembro 9

07 de Maio de 2009

Cerca de um ano atrás sofri uma perda irreparável: o meu pai, a quem era muito ligada, faleceu devido à contaminação pelo vírus do HIV. Passei bastante tempo sem querer aceitar, estava com raiva da medicina, que não tinha sido capaz de curá-lo. Entrei em uma depressão tamanha. Pensei muito em tud o que estava acontecendo na minha vida e percebi que, como bom cientista que sou, poderia encontrar uma forma de ajudar àqueles que adquiriam o mesmo problema do meu estimado e falecido pai.

Resolvi, então, me dedicar totalmente a criar uma vacina contra o vírus do HIV. Meses e meses de pesquisas e experimentos, era tudo o que eu fazia. Dias e noites, sem cessar, meu foco ea combater aquele mal que, no passado, me abatera. Vários meses se passaram e, finalmente, descobri o que tato precisava! Foi a maior felicidade, corripra mostrar ao Ministério da Saúde. Tinha sede de salvar novas vidas.

O Ministério, muito agradecido, logo iniciou, juntamente como overno, uma campanha de vacinação em massa e fezvárias aplicações da vacina na população. Eu ainda não tinha concluído as minhas pesquisas, mas o governo não quis esperar para divulgar os resultado e, envolvido pela emoção de tão importante descoberta, eu permiti.

Só depois de realizar novos testes, descobri que a vacina era uma farsa: não só não prevenia ou curava a Aids, como deixava o sistema imunológico do indivíduo mais vulnerável ao vírus. Fiquei desesperado! Na mesma hora, mrquei uma reunião de emergência com o Ministério e o governo. Ambos me proibíram de divulgar o novos resultados, sob pena de exilamento. Agora não sei o que fazer. Fico pensando se seria pior ser exilado e não saber como estão os meus entes queridos, ou ficar em silêncio e com o medo constante de vê-los, a qualquer momento, sofrendo por um mal que eu causei, por pura impulsividade. Esta carta é a revelação dos meus atos. Talvez a minha condenação, talvez meu álibi. O que farei com ela se refletirá em minha vida. Agora das certezas resta só uma: impulsividade, jamais.