sexta-feira, janeiro 21

Naquele lugar...

Foi tão natural... Já fazia tanto tempo, que nem me dei conta da situação, mas eu entrei ali, sentei, fiquei conversando sem pouco me importar com a conversa, prestando mais atenção nos meus pensamentos do que com as centenas de pessoas que estavam ao meu redor... Quando dei por mim, já estava me sentindo em casa, despojada naquela cadeira, com meus pensamentos a rodopiar na minha cabeça. Me sentia tão confortável...E de repente eu entendi! Era isso! Não havia mais dúvidas! Eu pertencia àquele lugar. Ali não era nada mais, nada menos que minha segunda casa! SEMPRE (L) ∞

(Por Vicky F. em 17.01.2011)

quarta-feira, janeiro 12

Daqui pra frente TUDO pode acontecer! ∞

Não vou mais ficar me preocupando com qualquer coisa que não valha meu tempo, esforço e dedicação. Há muito mais pra ser vivido, pra descobrir. E meu corpo e minha mente andam unidos na direção de tudo oq ainda há de tão novo e inusitado às voltas desse mundo. Sei o que eu QUERO, oq GOSTO e do que sou CAPAZ para conseguir para manter isso que tenho dentro de mim, isso que chamam felicidade. Diante disso não tenho que provar nada a ninguém, mesmo pq acredito que todo mundo já esteja cansado de saber as tantas coisas pelas quais luto, vivo e tenho tão grande sorriso estampado no rosto, toda essa alegria de viver e de querer SEMPRE mais e mais!

Não entenda com isso que estou deixando certos lances de lado ou deixando de dar a devida importância a eles - MUITO PELO CONTRÁRIO - é por amar demais que deixo as coisas fluirem mais livres, ao invés de prendê-las tanto, de marcar tanto. Quero que o destino tenha parte nas razões da minha felicidade ao invés de só eu ditar como os fatos vão ser. Prefiro deixar acontecer e levar as coisas com mais suavidade, com mais paz. Para que elas sintam prazer de serem minhas e, igualmente, à vontade. Afinal, quando um não quer, dois não brigam.

Sei muito bem que apesar disso tudo e mesmo tendo sido tão clara quanto me foi possível, cada um enxerga oq quer. Mas a verdade de fato está na cara, e nada mais posso fazer para demonstrar. Se trata de algo bom, nada de mal. É apenas outra forma de lidar com as coisas da vida, desperdiçando menos tempo com casos inúteis que não levam a lugar algum ou, se levam, é de um modo ruim. Além disso me sobra mais tempo para desfrutar das coisas boas, dos prazeres da vida! (:

E tenho dito (H)


[por vicky fechine em 03/11/10]

O medo que consome.

É que eu gosto tanto daqui que tenho medo de ter que ir embora, por mais que eu "saiba" que lá é melhor, por mais que digam e reafirmem. Dentro de mim o medo cresce e a vontade que eu tenho é de viver tudo o que há pra viver. Eu fui me acostumando com esse mundo e aprendendo a gostar dele de uma forma que nos tornamos inseparáveis. Cheguei ao ponto de, apesar de saber que lá é a realidade e aqui tudo é ficção, de saber que lá minhas roupas sou eu que faço, meu cabelo fica como eu quero e ainda posso voar, de ter noção do quão incríveis são as tecnologias de lá e como aqui é tão ultrapassado... Ainda assim meu prazer está aqui.



Não há nada que eu goste mais do que o meu mundo e nenhum lugar que eu queira estar mais do que aqui. Sempre fui criada sabendo dos mistérios desse outro mundo, li e aprendi muito, ainda há muito a compreender. Antes eu tinha certeza de que lá eu seria feliz, de que ficaria bem. Eu sei oq fazer e como chegar lá, como não pegar o caminho errado e, se pegar, sei até como voltar ao certo. Mas, apesar disso tudo, a cada dia que passa sinto que pertenço mais a aqui do que a lá. Tem tanto ainda que desejo fazer, me faltaram anos pra completar tudo que vem à minha mente.



Procurei em todos os lugares, de todas as formas como tirar essa idéia da minha cabeça, como virá-la de ponta cabeça: filmes, conversas... Não há mais jeito, me resta esperar que o tempo faça o que for melhor e que os meus anjinhos não me deixem jamais, seja aqui ou lá. Me resta agora rezar pra que enquanto eu me identifique com este mundo, possa aproveitá-lo até a última gota, e quando eu deseje ir, aquele lá de cima poça atender minha vontade.
 
[Por Vicky Fechine em 17/09/10]

Acabei de voltar e há tanto há dizer...

Não sobre o dia, ou sobre você. É mais sobre as cores belas
e as casas amarelas que pelo caminho fui encontrando. É mais
sobre as ruas floridas e as mulheres vestidas com a alma lavada.
É mais sobre aquele sorvete, cheio de enfeite que o menino vinha tomando.


[Por Vicky Fechine em 2010]

terça-feira, janeiro 4

Pride and Prejudice

Dear Darcy,

I can’t belive that you are really in love with Miss Elizabeth Bennet. I hope that this is just a mistake. It’s a BIG mistake you marry to her. Or because she doesn’t deserve you or because Miss Elizabeth has no position in society and no money.
Your mother and I planed your marriage with my daughter, Anne de Bourgh, a long time ago. So you cannot simply to change the plans and marry to Miss Bennet!
I’m so shocked with your attitude, Darcy. I have never imagined that you could be so stupid. Did you forget al the education you had? And what about your values?


 
Bennet’s family is noisy and rude. You’re a foolish man to marry one of them! You could be a powerful man, Darcy. You just need to marry my daughter, then I’ll give you my support.
Now what I have to say to you is only this: or you still with Ellizabeth Bennet and have a needy life, or you marry to my daughter and have a full life of accomplishments.
The choice is yours.

Yours very sincerely,
Catherine

(por Vicky Fechine em 20/05/2007)

domingo, outubro 17

E se ela só decora o seu papel?

"Olha,Será que ela é moça? Será que ela é triste? Será que é o contrário? Será que é pintura o rosto da atriz? Se ela dança no sétimo céu? Se ela acredita que é outro país? E se ela só decora o seu papel? E se eu pudesse entrar na sua vida? Olha,Será que é de louça?Será que é de éter? Será que é loucura? Será que é cenário a casa da atriz? Se ela mora num arranha-céu? E se as paredes são feitas de giz? E se ela chora num quarto de hotel? E se eu pudesse entrar na sua vida? Sim, me leva para sempre, Beatriz. Me ensina a não andar com os pés no chão. Para sempre é sempre por um triz. Ah, diz quantos desastres tem na minha mão. Diz se é perigoso a gente ser feliz. Olha, Será que é uma estrela? Será que é mentira?Será que é comédia? Será que é divina a vida da atriz? Se ela um dia despencar do céu? E se os pagantes exigirem bis? E se um arcanjo passar o chapéu? E se eu pudesse entrar na sua vida. . . ♫"

quarta-feira, outubro 6

Dois Anos da Vida de Bia

Ontem foi um dia obscuro, Beatriz, minha melhor amiga, viveu o pior dia da sua vida...

Há uns dois anos encontrei Beatriz no ponto do ônibus, ela estava sentada ao meu lado. Sempre foi uma garota bonita, meiga, doce e muito amiga. Desde o dia em que eu a vi nós pegamos o mesmo ônibus.

Um dia Bia falou algo comigo, não ouvi direito o quê, dei um sorriso que foi correspondido e voltei a ouvir música. O ônibus chegou, entramos. Beatriz se sentou ao meu lado. Tirei os fones de ouvido e cumprimentei-a. Desde então passamos a sentar juntas e conversar todo dia. Dentro de pouco tempo nos tornamos melhores amigas. Ríamos juntas, trocávamos segredos e até brigávamos por besteira. Tudo era perfeito!

Tínhamos mais duas amigas: Mary e Anne, super legais também. Fazíamos tudo juntas. Num domingo enquanto conversávamos num barzinho, Anne nos falou de uma viagem que ia rolar no meio do ano. Aceitamos de cara, aquela viagem entraria para a história.

Chegado o meio do ano, as malas prontas, nós ansiosas. Fomos todas bem cedo para o aeroporto. Não demorou para que, no avião,começássemos a cantar músicas divertidas de viagem e, não muito rápido, após várias tentativas sem sucesso de dormir, chegamos com toda energia ao nosso destino. Era lindo, perfeito! Drew, Bia, Mary e Anne: quatro amigas conhecendo Nova Iorque, que viagem!Realmente marcou nossas vidas e reforçou nossa amizade.

A viagem foi maravilhosa, indescritível, mas depois de três semanas já era hora de voltar. No caminho de volta o que predominava era um clima de saudade e choro que não acabava mais. De início todas chorávamos por causa da saudade daquela cidade hilária que tínhamos deixado pra trás, porém logo o motivo do choro de duas de nós havia mudado de rumo. Agora eu chorava por causa de Alberto, um garoto que havia viajado com a gente, enquanto Bia chorava por causa de um segredo que havia lembrado. Segredo que só ela sabia.

Ficamos todas preocupadas. A Bi chorava como se alguém tivesse morrido, sabíamos que era muito grave, mas ela não queria dizer. Deitou-se no meu colo e começou a falar desesperadamente: “não posso falar, não posso”. Logo parei de chorar. Momentaneamente esqueci aquele garoto; percebia-se que o problema da minha amiga era muito maior que o meu.

Ela pediu que parássemos de perguntar o motivo e, quando ninguém estava olhando, Beatriz sussurrou que me contaria depois, já que não conseguiria me falar naquele momento, a menos que eu tivesse um papel e uma caneta, o que não era o caso. Então eu disse que assim que chegasse em casa eu ligaria para ela. E foi o que fiz. Em casa ela ainda estava chorando, então perguntei mais uma vez o motivo, foi quando ela disse que estava apaixonada por alguém que não deveria. Não disse o nome, só pediu para eu adivinhar, pois não conseguiria falar. Perguntei se era o meu irmão, ela disse que não e só depois de muitas tentativas, descobri.

Perguntei novamente por que ela estava chorando, não via problema em ela estar apaixonada há dois anos e meio pela Jenna, garota que saía com a gente ás vezes. Mas ela continuou chorando e disse que estava errado, não por ela, mas pelos outros, afinal ninguém aceita esse tipo de coisa hoje em dia. Conversamos por um bom tempo no telefone até ela parar de chorar. Algum tempo depois resolvemos contar o segredo para a Anne e depois para a Mary. Ambas reagiram da mesma forma que eu. De algum jeito descobrimos que a Jenna também gostava da Bia. Ela tentava disfarçar, mas logo percebemos.

Já faz alguns meses que fomos lá pra casa e bolamos um pano para a Bia ficar com a Jen. A Mary conversaria com a Jenna e saberia se ela gostava mesmo da Bi, depois todas sairíamos untas e daria tudo certo. E realmente deu. Saímos para a praia e nos divertimos muito! Agora a Beatriz ta namorando com a Jen e elas estão super felizes! Mas tinha outro problema. As pessoas estavam começando a desconfiar e elas não queriam mais esconder aquilo.

Há ua semana fomos a um almoço na casa da Bib para decidir o que faríamos sobre isso e enumeramos as possibilidades:
* Poderíamos contar logo para todos;
* Poderíamos esconder para sempre;
* Poderíamos deixar tudo como estava e ir contando aos poucos.

Pensamos mais um pouco e analisamos as opções:
* A primeira opção destruiria a vida das garotas, já que seriam discriminadas para o resto da vida, o que fecharia muitas portas para elas.
* As duas últimas trariam infelicidade para as duas e não as deixaria à vontade, e imagina só o que iria acontecer quando descobrissem...

Finalmente decidimos. Optamos por uma quarta solução: as meninas já estavam bem grandinhas e sabiam o que queriam da vida. Iriam morar em Nova Iorque. Aquela cidade que tinham deixado pra trás e que fora tão importante para a vida das quatro amigas e, também, o início de toda essa história.

Não foi muito fácil decidir isso. O casal teria que dar explicações para as suas famílias e amigos, emprego e faculdade... Além de ter que refazer toda a vida nos Estados Unidos, o que poderia dar errado. Mas já estava decidido e elas estavam dispostas a enfrentar os desafios.

Ontem a Beatriz e a Jen marcaram um jantar com as famílias e amigos mais próximos e contaram tudo isso para eles. Não foi fácil. Muitos tiveram reações horríveis e elas sofreram muito com isso, mas tudo já está se resolvendo.

Hoje quase todas as pessoas que se encontravam na reunião das meninas ontem vieram ao aeroporto e desejaram muita sorte para ambas. Após as despedidas, Bia e Jenna entraram no portão de embarque bastante ansiosas. O que elas não esperavam encontrar era uma surpresinha pouco antes de entrarem no avião. Eu, a Mary, a Anne e a Reigan, outra grande amiga da gente, aparecemos perto da entrada do avião. Resolvemos morar na Big Apple com elas. Tínhamos uma banda faz algum tempo, decidimos refazê-la para sobreviver na capital do mundo.

Agora estamos no avião, no meio da viagem. Ainda está um pouco longe do nosso destino, mas estamos muito empolgadas. Já ligamos para uma gravadora que está apostando tudo na nossa banda. Ainda temos que ensaiar bastante, mas, pelo visto, vai dar tudo certo.